quinta-feira, 27 de agosto de 2009

João Luiz Fregonazzi preso operação duty free

Até a noite desta segunda-feira (24), advogados de oito dos 17 detidos na Operação Duty Free da Polícia Federal, ingressaram com um pedido de Hábeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª região, que atende aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os processos, que estão sob segredo de Justiça, foram distribuídos para o juiz federal Aluízio Gonçalves. Entre os pedidos de hábeas corpus está o do ex presidente do Bandes, o advogado Odilon Borges, e do contador Luiz Carlos Berton. O advogado das duas partes, Édison Viana dos Santos, entende que a manutenção das prisões são desnecessárias, uma vez que os dois já prestaram depoimentos. Os advogados Odilon Borges e Nilda Vieira estão sob prisão domiciliar desde a última sexta-feira (21), quando foram presos. De acordo com a Polícia Federal, a polícia realiza apenas vistorias e rondas nas residências deles. É proibido qualquer tipo de saída, sem a devida autorização da Justiça Federal. Segundo a PF, Odilon Borges operava como 'lobista' da organização e estaria envolvido na fraude à licitação na Prefeitura de Anchieta e na obtenção de financiamentos junto ao Bandes. A advogada Nilda Vieira prestava serviços no interior da alfândega, é sócia de um escritório de advocacia e tem participação em um esquema fraudulento envolvendo comércio exterior, de acordo com investigações da PF. A Operação "Duty Free" desencadeada pela Polícia Federal na manhã da última sexta-feira (21) atuou em 40 pontos na Grande Vitória e no interior do Estado. Empresários, advogados, contadores e três servidores da Receita Federal, sendo dois auditores, estão entre os 17 presos no Espírito Santo. O empresário paulista Carlos Ernesto Júnior ainda não foi encontrado pela polícia. A partir desta terça-feira (25), um novo delegado assume as investigações da Operação Duty Free, o delegado que coordenou toda ação, Eugênio Riccas, foi transferido para o Maranhão, para assumir a Delegacia Regional Executiva da Polícia Federal. De acordo com a assessoria da PF, a saída de Riccas do caso já estava prevista, visto que ele só estava aguardando o adiantamento das investigações sobre a Duty Free. O nome do novo delegado ainda não foi divulgado pela Polícia Federal. Entre os detidos na ação da Polícia Federal está o ex-chefe da Alfandêga em Vitória, o auditor João Luiz Fregonazzi (foto). O irmão dele, o auditor José Augusto Fregonazzi também esta preso. Apesar do cargo de chefia exercido por 11 anos, João Fregonazzi é acusado de montar empresas de importação em nome de laranjas para lucrar com as operações. Também está detido, um dos idealizadores do sistema Fundap, o advogado Odilon Borges, que segundo a PF, operava como 'lobista' da organização. (Fonte: Gazeta Online e ES Hoje).