Entre os detidos na "Operação Duty Free", da Polícia Federal, realizada nesta sexta-feira (21), está o ex-chefe da Alfandêga em Vitória, o auditor João Luiz Fregonazzi. O irmão dele, o auditor José Augusto Fregonazzi também estaria preso. Apesar do cargo de chefia exercido por 11 anos, João Fregonazzi é acusado de montar empresas de importação em nome de laranjas para lucrar com as operações. Também está detido, um dos idealizadores do sistema Fundap, o advogado Odilon Borges, que segundo a PF, operava cmo 'lobbista' da organização.A operação cumpre 18 mandados de prisão - 12 de prisão preventiva e seis de prisão temporária. Um mandado de prisão em São Paulo contra um empresário ainda não foi cumprido. Entre os detidos, cujos nomes a Polícia Federal não está divulgando, estão os dois auditores já citados, uma servidora da Alfandêga, dois contadores, dois advogados, um despachante e empresários. Na investigação, foi identificada uma outra fraude que não envolveu os auditores. Segundo a procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, responsável pelas apurações no Estado, foi descoberto um esquema de combinação de preços entre empresas para uma licitação de obras públicas da Prefeitura de Anchieta, no Sul do Espírito Santo. Ouça ao lado a entrevista da procuradora da República Luciana Furtado de Moraes - que conduziu as investigações - à Rádio CBN Vitória. Crimes - Entre os crimes praticados pelos integrantes da organização criminosa comandada pelos auditores fiscais estão, além de formação de quadrilha, falsidade ideológica na constituição de empresas (utilização de laranjas), lavagem de dinheiro, interposição fraudulenta, corrupção, tráfico de influência, descaminho e contrabando. Como não podem ser donos de empresas privadas por serem servidores públicos federais, os dois auditores fiscais eram sócios ocultos de pelo menos cinco empresas com atuação nas áreas de comércio exterior e transportes e logística. Inclusive utilizavam telefones celulares cadastrados em nome de uma delas, que atua no comércio exterior. Associados a outros empresários que atuam no comércio exterior, de acordo com o MPF, os auditores fiscais se utilizavam do prestígio obtido a partir da posição que ocupavam na Receita Federal e da experiência do exercício de suas funções públicas. Prestavam consultoria a grandes empresas e as auxiliavam em questões burocráticas relacionadas ao Fisco, apesar de esse tipo de atividade ser incompatível com o trabalho de fiscalização que deveriam realizar. (Fonte: ABRACOMEX - Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior). domingo, 30 de agosto de 2009
João Luiz Fregonazzi na cadeia
Entre os detidos na "Operação Duty Free", da Polícia Federal, realizada nesta sexta-feira (21), está o ex-chefe da Alfandêga em Vitória, o auditor João Luiz Fregonazzi. O irmão dele, o auditor José Augusto Fregonazzi também estaria preso. Apesar do cargo de chefia exercido por 11 anos, João Fregonazzi é acusado de montar empresas de importação em nome de laranjas para lucrar com as operações. Também está detido, um dos idealizadores do sistema Fundap, o advogado Odilon Borges, que segundo a PF, operava cmo 'lobbista' da organização.A operação cumpre 18 mandados de prisão - 12 de prisão preventiva e seis de prisão temporária. Um mandado de prisão em São Paulo contra um empresário ainda não foi cumprido. Entre os detidos, cujos nomes a Polícia Federal não está divulgando, estão os dois auditores já citados, uma servidora da Alfandêga, dois contadores, dois advogados, um despachante e empresários. Na investigação, foi identificada uma outra fraude que não envolveu os auditores. Segundo a procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, responsável pelas apurações no Estado, foi descoberto um esquema de combinação de preços entre empresas para uma licitação de obras públicas da Prefeitura de Anchieta, no Sul do Espírito Santo. Ouça ao lado a entrevista da procuradora da República Luciana Furtado de Moraes - que conduziu as investigações - à Rádio CBN Vitória. Crimes - Entre os crimes praticados pelos integrantes da organização criminosa comandada pelos auditores fiscais estão, além de formação de quadrilha, falsidade ideológica na constituição de empresas (utilização de laranjas), lavagem de dinheiro, interposição fraudulenta, corrupção, tráfico de influência, descaminho e contrabando. Como não podem ser donos de empresas privadas por serem servidores públicos federais, os dois auditores fiscais eram sócios ocultos de pelo menos cinco empresas com atuação nas áreas de comércio exterior e transportes e logística. Inclusive utilizavam telefones celulares cadastrados em nome de uma delas, que atua no comércio exterior. Associados a outros empresários que atuam no comércio exterior, de acordo com o MPF, os auditores fiscais se utilizavam do prestígio obtido a partir da posição que ocupavam na Receita Federal e da experiência do exercício de suas funções públicas. Prestavam consultoria a grandes empresas e as auxiliavam em questões burocráticas relacionadas ao Fisco, apesar de esse tipo de atividade ser incompatível com o trabalho de fiscalização que deveriam realizar. (Fonte: ABRACOMEX - Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior).